A primeira vez a gente nunca esquece. A primeira Copa do Mundo a gente nunca esquece. Não esquecemos também a primeira final de Copa. E, claro, o primeiro título do Brasil a gente nunca esquece.
A primeira Copa que vi foi a de 94, logo, vocês leitores já sabem o que quero dizer. Aquela Copa foi inesquecível. Não só por tudo o que representou, o fim do jejum de 24 anos, ser o primeiro tetra, etc, mas principalmente, por ser a primeira vez que eu vi o Brasil ser campeão. Tenho este jogo gravado, narração de Luís Alfredo, pelo SBT. Porém, nunca vi a fita inteira, sempre só acompanhava a disputa de pênaltis. Com o fim da Era-VHS e a chegada do DVD, aí sim que não tive como ver o jogo novamente.
Mas consegui, através de um amigo do orkut, comprar, em dvd, a final daquela Copa. Jogo pela Globo, com os 120 minutos, pênaltis e comemoração. Aproveitando a sexta-feira chuvosa, revi o jogo todo. Pela primeira vez em 11 anos pude acompanhar cada passo daquela final, e fazer várias constatações. Ficou grande, mas vale a pena recordar:
* Equipe Globo: Galvão Bueno, Arnaldo César Coelho e Pelé.
* Galvão diz a célebre frase quando a bola começa a rolar: “Vamos pouco a pouco identificando os jogadores”.
* Já Arnaldo não disse nenhuma vez que “a regra é clara”.
* Quem hoje critica Falcão e Casagrande é porque não se lembra do Pelé comentando.
* Como eram os primeiros dias do Plano Real, Galvão disse a seguinte frase em alguns momentos do jogo: “Com o Real os preços vão ter que abaixar. Espere pra comprar”.
* O slogan da Globo era grande naquela época: “94, Copa do Mundo. A globo é mais Brasil. Globo e você, tudo a ver”.
* Logo de cara, Galvão diz que sentia que este era o jogo do Jorginho. Pouco depois, ele sente uma contusão e é substituído. Ao sair, Jorginho é abraçado por todo o banco de reservas.
* Cafu, que havia acabado de entrar, erra um cruzamento. Galvão critica: “Esse é o defeito do Cafu. Não sabe cruzar”. Engraçado que, ao entrar naquele jogo, Cafu começava sua saga de atleta com maior número de finais de Copas disputadas.
* “Amanhã estréia a nova novela das 8, Pátria Minha”. Alguém lembra dessa novela?
* Galvão toda hora lembrava que Baggio e Baresi não estavam no melhor da forma física. Vale lembrar que os dois perderam pênaltis.
* Não lembrava que a dupla Bebeto-Romário era chamada de “os baixinhos”.
* ERRO DE GALVÃO: “Os artilheiros da Copa são Stoichkov e Andersson”. Frase dita duas vezes. O sueco na verdade fez 5 gols. O outro artilheiro, ao lado do búlgaro, foi o russo Salenko.
* A primeira vez que foi comentada a possibilidade de prorrogação foi na volta do Show do Intervalo (que na época não tinha esse nome).
* O carrinho-maca era a novidade da Copa (!).
* Só eram permitidas duas substituições – No Brasil entraram Cafu e Viola.
* Quando Cafu erra um lance, Galvão esbraveja: “Copa do Mundo é coisa séria Cafu. Seríssima”.
* Quando Viola entrou, Galvão soltou essa: “passei a Copa inteira pedindo o Viola”. Lembro que, no SBT, Luiz Alfredo disse assim: “Eu sonhei com o Viola”.
* Na prorrogação, Pelé profetiza: “levar pros pênaltis não é coisa boa”.
* E durante a comemoração, Galvão fala se referindo a Ronaldo: “ Na próxima você arrebenta”.
Foi muito legal rever o jogo. Lembro que eu tinha uma vaga imagem que o juiz húngaro tinha tido má atuação, no que eu estava errado. O mais legal é ver a emoção do Galvão Bueno na hora do título – muitos o criticam pelo patriotismo exagerado, mas é isso que eu gosto nele. Destaque especial para o repórter Tino Marcos, que mesmo com todas as dificuldades, entrevistou, no gramado, alguns jogadores.
Pra finalizar, todos lembram da faixa escrita: “Senna, aceleramos juntos. O tetra é nosso”. No final da comemoração, aparece outra, menor, de fundo amarelo, também homenageando Senna. Vou dormir sonhando com o TETRA. E esperando o hexa.
Escrito por Inácio às 00h24
Parreira afirmou que a Copa pra ele, começa depois do sorteio dos grupos, programado para próximo dia 09, em Leipzig (Alemanha). Um grupo fácil pode fazer com que a equipe canarinho embale e encare a segunda fase com mais moral e favoritismo ainda.
Caso a Fifa mantenha o critério utilizado nos dois Mundiais anteriores (1998 - França e 2002 - Coréia & Japão), as oito seleções cabeças-de-chave saem de uma pontuação criada a partir das posições obtidas nos três últimos Mundiais (da primeira à 32ª) e da média do ranking da Fifa nos últimos três anos. Por este critério, pela ordem, os oito cabeças-de-chave no sorteio da Copa seriam os seguintes: Brasil, Espanha, Alemanha, México, Argentina, Inglaterra, França e Itália.
"Bem", pensa você, "então estamos livres dessas equipes na primeira fase". A resposta é sim. Mas ainda é cedo para comemorar.
Podemos dar um azar danado e pegar um "grupo da morte", com Holanda, Portugal e Paraguai, por exemplo. Ou então, podemos ser agraciado pelos deuses da bola com uma chave formada por Suiça, Togo e Trinidad e Tobago. Um grupo médio, assim como tivemos nas Copas anteriores, nesse exercício de imaginação seria formado por Sérvia e Montenegro, EUA e Coréia do Sul.
É claro que o Brasil tem bola para vencer com tranqüilidade qualquer seleção que enfrente na primeira fase, mesmo Portugal de Felipão e a Laranja Mecânica de Van Basten. Mas Parreira tem mesmo razão: a Copa começa no dia do sorteio.
Escrito por Walgs às 14h59

A atuação de Ronaldinho no clássico de sábado contra o Real Madrid gerou elogios em toda a imprensa internacional e inspirou até a súmula da partida.
O árbitro Iturralde González destacou no documento oficial do jogo a manifestação inusitada da torcida do Real Madrid, que, no lugar de protestos, preferiu aplaudir o meia-atacante brasileiro e o time adversário apesar da derrota de 3 a 0 e do show do jogador adversário. "Quero ressaltar em todo momento o bom comportamento do público", escreveu ele.
Alguns jogos recentes em Madri tiveram manifestações racistas. Eto'o, camaronês que já sofreu muito com o racismo na Espanha, marcou o primeiro gol da partida, e Ronaldinho, grande nome do jogo, fez dois golaços no segundo tempo, que selaram a maior vitória do Barcelona no estádio Santiago Bernabéu em 20 anos.
"É o tipo de jogo com o qual você sonha. Foi uma atuação perfeita. Eu não sabia que isso [torcida do Real Madrid aplaudir o craque do rival] tinha acontecido só com o Maradona", disse Ronaldinho --o ex-meia argentino, há 22 anos, fez um golaço pelo Barça no campo do Real Madrid.
O atual melhor jogador do mundo deve receber nas próximas semanas a "Bola de Ouro", prêmio dado ao melhor jogador em atividade no futebol europeu --no ano passado, Shevchenko ganhou a honraria-- e, depois, o segundo troféu seguido da Fifa.
"Ronaldinho, com dois golaços, confirmou ser o número um do mundo diante de um público que se rendeu á sua magia", destacou ontem o "Mundo Deportivo". "Um estratosférico Ronaldinho aposenta os galácticos", estampou o "Marca". "Ronaldinho é um ser superior", trouxe o "As".
A italiana "Gazzetta dello Sport" disse que 'Bernabéu se ajoelhou diante de Ronaldinho" e, em suas páginas internas, chamou o brasileiro de "novo Fenômeno", alusão ao apelido que Ronaldo ganhou na Itália. "Transforma a partida em um largo e feliz cenário para o futebol. Sua exibição é uma mescla de circo e 'playstation'", descreveu o diário.
Escrito por Walgs às 14h54