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Análise sobre o grupo C:
O grupo C é o chamado Grupo da Morte, que tem Argentina, Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. O engraçado é que pela segunda Copa consecutiva a Argentina cai no grupo mais difícil. Em 2002 nossos maiores rivais tiveram a companhia de Inglaterra, Nigéria e Suécia. Venceram uma, empataram outra e perderam uma outra, resultado que eliminou os hermanos logo na primeira fase. Mas o time continua forte. O técnico é Jose Pekerman, que assumiu o cargo em setembro do ano passado. A equipe continua com os bons jogadores de sempre, casos de Riquelme (que para Jose Pekerman poderia perfeitamente ser eleito o melhor do mundo) e Crespo (que apesar de estar irregular no Chelsea, é imprescindível na Seleção). O corintiano Carlitos Tevez é outro que tem tudo para ir ao Mundial. A grande revelação é o jovem Messi, já destaque do Barcelona.
A Holanda é a outra grande seleção do grupo C. Mesmo tendo ficado fora do Mundial de 2002, não há como negar a força dos holandeses, que nas duas últimas Copas que participaram (94 e 98) foram eliminados pelo Brasil. O time é comandado pelo ex-craque Marco Van Basten. Vale lembrar que Argentina e Holanda já disputaram uma final de Copa, em 78. A Argentina venceu por 3x1. Após 1x1 no tempo normal, a vitória só saiu na prorrogação. Foi o primeiro título Mundial da Argentina, e o segundo vice da Holanda, que já havia sido derrotada na final quatro anos antes, para a Alemanha. Em 78 a Holanda não contava mais com Johan Cruyff, que se recusou a jogar uma Copa na Argentina por que era contra a ditadura de nossos vizinhos...Em 1998 Argentina e Holanda se enfrentaram pelas quartas-de-final, com vitória holandesa por 2x1, com gol de Denis Bergkamp no último minuto.
Apesar de Argentina e Holanda serem os favoritos, é bom ficar de olho em Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Aliás, para muitos, a Costa do Marfim é o melhor time dos africanos. O destaque é o atacante Didier Drogba, do Chelsea. Inclusive, Drogba disse que a Costa do Marfim vai chegar às semifinais. Será? Acho meio difícil...Porém, os marfinenses conseguiram eliminar Camarões nas eliminatórias. O treinador da equipe é o francês Henri Michel, que treinou Camarões em 94, ano em que foi derrotado pelo Brasil por 3x0. A Sérvia (ex Iugoslávia) também foi bem nas Eliminatórias, tendo ficado à frente da Espanha. Ronald Kezman é o principal goleador do time, que se destacou por ter uma forte defesa, sendo o time que menos sofreu gol (apenas 1) em toda a fase de classificação. Na Copa de 90 a então Iugoslávia perdeu para a Argentina nos pênaltis. Ano passado, nas Olimpíadas de Atenas, nova vitória dos argentinos, dessa vez por goleada: 6x0.
Suma pesquisa do site oficial da Copa do Mundo apontou o Grupo C como sendo o mais forte da Copa.
10/06 16h ARG x CIV – Hamburgo - 11/06 10h SCG x NED – Leipzig
16/06 10h ARG x SCG – Gelsenkirchen - 16/06 13h NED x CIV – Stuttgart
21/06 16h NED x ARG – Frankfurt - 21/06 16h SCG x CUV - Munique
Escrito por Inácio às 18h57
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A melhor da História

Trinta e cinco anos depois de conquistar o tricampeonato mundial no México, a Seleção Brasileira que encantou o mundo em 1970 e contava com Pelé, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Rivelino, Gérson, entre outros, continua a habitar a imaginação dos fãs de futebol. Em eleição realizada pela rádio inglesa ''BBC Five Live'', a equipe foi escolhida como a melhor de todos os tempos, entre todas as modalidades esportivas.
Ainda de acordo com os ouvintes da rádio, a segunda colocada foi a equipe do Liverpool do período entre 1977 e 1981, tricampeã da Liga dos Campeões da Europa. Em terceiro, ficou o time do Real Madrid do final da década de 50 e, em seguida, a Inglaterra campeã mundial de 1966.
Equipes de outros esportes também entraram na lista como a seleção inglesa de rúgbi, campeã mundial em 2003, que ficou em sétimo lugar, e o time australiano de críquete do período 1995-2000, o 9º colocado.
Escrito por Walgs às 15h02
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Após mais de seis décadas, Seleção volta a ter um estrangeiro
texto de CRISTIANO CIPRIANO POMBO da Folha de S.Paulo
No ano em que um argentino, Tevez, foi premiado como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, um sérvio, Petkovic, acabou escolhido como o melhor meio-campista, e um uruguaio e um paraguaio, Lugano e Gamarra, foram os preferidos para a zaga, a legião de estrangeiros chegou à seleção brasileira.
Após 63 anos e 6 meses, a camisa verde-amarela voltou a ser envergada por um gringo. A tarefa coube a Marcelo Martins Moreno, 1,88 m e 78 kg, que nasceu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. "É uma honra e um sonho saber que sou pioneiro nos times de base e que posso vestir a camisa do melhor futebol do mundo", diz.
Antes do atacante, apenas quatro forasteiros, segundo a Confederação Brasileira de Futebol, defenderam o país.
Já vestiram a "amarelinha" o italiano Francisco Police, que atuou num único amistoso em 1918, o inglês Sidney Pullen, que fez cinco jogos de 1916 a 1917, assim como o goleiro português Casemiro do Amaral, que defendeu a seleção em seis jogos e sofreu 14 gols. E, por fim, o atacante Rodolfo Barteczko, o Patesko, que disputou 34 duelos pelo Brasil, quatro deles nas Copas de 1934 e 1938.
Patesko, que, segundo a CBF, tinha origem polonesa, balançou 11 vezes (média de 0,32 gol) as redes pela seleção e era até o surgimento de Moreno o último gringo a ter atuado pelo país. Despediu-se em 5 de fevereiro de 1942, em amistoso que o Brasil ficou no 1 a 1 com o Paraguai em Montevidéu.
O "jejum" de estrangeiros na seleção foi quebrado em setembro, quando, após quase um ano nas categorias de base do Vitória, Moreno estreou na equipe sub-18. Primeiro, num amistoso diante da Caldense em Minas Gerais. Depois, em partida oficial pela Copa Sendai, contra Tohuko, no Japão.
Além das desistências de alguns jogadores, como o lateral-direito Eduardo (Corinthians) e o atacante Oliveira (Flamengo), a convocação de Moreno foi possível pelo fato de o atleta possuir dupla nacionalidade.
Filho do ex-jogador brasileiro Mauro Martins, que defendeu o Palmeiras durante a década de 70, e da dona-de-casa boliviana Ruth Moreno, o atleta, revelado pelo Oriente Petrolero com 15 anos, chegou ao país em outubro de 2004, quando foi levado para um período de testes no Vitória.
Aprovado, foi integrado ao time júnior do clube e reaprendeu o português, idioma com o qual teve contato na infância, dos dois aos sete anos, quando viveu em SP --época em que o pai jogava na capital paulista-- e escolheu seu time de coração, o Corinthians.
Suas boas atuações, além de despertarem a atenção dos olheiros da CBF, encantaram os europeus na Copa Philips, em agosto. Na ocasião, quando fez quatro gols em cinco jogos e levou o Vitória ao título, o PSV propôs que ele ficasse 15 dias em Eindhoven.
Não ficou e, um mês depois, tornou-se o quinto estrangeiro a vestir a camisa da seleção desde 1914.
"O menino é muito bom e marca boa presença no ataque. Tem futuro", afirma Branco, coordenador das categorias de base da CBF, que acompanhou o início do atleta na seleção e viu o primeiro gol dele pela equipe, em Minas.
"Foi um gol inesquecível. O Ji-Paraná cruzou, eu estava no meio da área, mas consegui matar no peito e bater de primeira. Em qualquer lugar onde eu possa estar, vou lembrar a imagem desse gol", diz Moreno, que é chamado de "Bolívia" pelos colegas.
Ao todo, ele já fez seis partidas pelo Brasil. Está invicto, com quatro gols. Aos 18 anos, tem muitos planos, desde o de ajudar o Vitória a sair da Série C até o de igualar os 11 gols de seu antecessor.
Escrito por Walgs às 14h55
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